O que têm em comum Uruguai, Paraguai e Costa Rica? Todos têm populações menores que a soma de uma região brasileira que você provavelmente nunca considerou como um destino turístico estratégico. Enquanto esses países inteiros abrigam entre 3,4 e 7,2 milhões de habitantes, uma conexão ainda pouco explorada entre o Alto Tietê e a Zona Leste de São Paulo reúne 8,2 milhões de pessoas – um mercado maior que 130 países do mundo.
Aqui está a revolução silenciosa: não estamos falando de uma nova atração turística a centenas de quilômetros de distância. Estamos falando de um laboratório vivo de aprendizagem que começa onde termina o último bairro da Zona Leste e se estende por 14 municípios ricos em cultura, natureza e história. A distância? Apenas 40 minutos. O potencial? Bilionário. O timing? Perfeito.
DIAGNÓSTICO: A PARADOXAL PROXIMIDADE QUE NÃO SE CONECTA
O paradoxo é evidente para quem conhece as duas regiões. De um lado, a Zona Leste de São Paulo: 4,6 milhões de habitantes, milhares de escolas, uma demanda reprimida por experiências educacionais significativas além da sala de aula, e um poder de consumo que movimenta R$ 85 bilhões anualmente.
Do outro, o Alto Tietê: 3,6 milhões de habitantes, patrimônio cultural preservado, ecossistemas naturais intactos, tradições centenárias e uma infraestrutura turística subutilizada. A conexão física existe – estradas, trens, proximidade geográfica. Mas a conexão estratégica, econômica e educacional? Ainda é um fio, quando poderia ser uma ponte.
O que falta? Três elementos cruciais:
Visão integrada: Cada município pensa seu turismo isoladamente
Modelo pedagógico: O “como” transformar atração em aula
Articulação institucional: Quem conecta escola ao destino
Enquanto isso, milhões de estudantes fazem excursões a destinos distantes, gastam mais com transporte que com experiência, e perdem a chance de aprender com o patrimônio que têm ao lado.
Pensado por Ailton Oliveira – Dida – Contnua amanha;













