Houve um tempo em que separaram as coisas. Disseram que a luta das mulheres era uma coisa, e a defesa das florestas, outra. Que o cuidado com o corpo nada tinha a ver com o cuidado com os rios. Que a violência que acontece dentro de casa não ecoa na violência contra a mata.
Mas as mulheres, sabem que é mentira.
Sabem no corpo, no instinto, no cotidiano. Quem é a primeira a sentir quando o rio fica poluído e a água falta? Quem caminha com medo na rua escura, assim como a floresta teme a motosserra na calada da noite? Quem, senão a mulher, entende na pele o que é ter seu território invadido, sua integridade ameaçada, seu valor reduzido a algo a ser explorado?
Esta não é uma comparação poética. É uma realidade gritante. A mesma mentalidade que explora, domina e descarta a natureza é a que explora, domina e descarta o corpo e a vida das mulheres. É a cultura do consumo sem consequência, do poder sobre o outro, do descaso com o que é sagrado.
O Ecofeminismo na Prática: Das Raízes às Nossas Mãos
Essa compreensão tem um nome: Ecofeminismo. E longe de ser apenas uma teoria, ela brota no chão que a gente pisa. Ela aparece:
Na horta comunitária que vira um espaço de troca e segurança para as mulheres.
No sabonete de ervas feito em oficina, que cura a pele e reconecta com o poder medicinal das plantas.
No “não” dito com firmeza, que protege uma vida e, simbolicamente, protege um bioma inteiro da invasão.
Cuidar da Terra e cuidar das mulheres é o mesmo gesto de regeneração. É entender que não há futuro saudável em um planeta doente, assim como não há sociedade justa com metade de sua população vivendo sob o medo.
O Que a Investvida Tem a Ver Com Isso? Tudo.
Nossas oficinas nunca foram apenas sobre gerar renda. Elas são, desde o início, sobre gerar vida. Quando ensinamos uma mulher a transformar óleo usado em sabão, estamos falando de sustentabilidade ambiental e autonomia econômica. Quando criamos um círculo de conversa sobre autodefesa, estamos fortalecindo o território pessoal e a rede de proteção comunitária.
Somos práticas. Acreditamos no fazer. E é fazendo que vamos tecendo, fio a fio, um novo jeito de existir:
Fio da Beleza Consciente: Que honra a natureza nos ingredientes e honra a mulher que os usa.
Fio da Proteção: Que entende que informação sobre direitos (Lei Maria da Penha, rede de apoio) é tão vital quanto saber cultivar um alimento.
Fio da Comunidade: Que mostra que, assim como as árvores são mais fortes em floresta, nós, mulheres, somos imbatíveis quando unidas.Vamos cuidar da mulher que há em nós com o mesmo afinco com que defenderíamos uma nascente de água pura.
Vamos proteger nossas irmãs com a mesma ferocidade com que protegeríamos uma espécie ameaçada. Porque no fundo, é a mesma luta: a luta pela vida, em toda a sua diversidade, força e beleza.
E você, já pensou como suas ações diárias podem regenerar a si mesma e ao mundo ao seu redor? Conte pra gente nos comentários.
Juntas, somos terra fértil. Juntas, somos floresta em pé. Juntas, somos o cuidado que gera futuro.
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