Construção civil projeta novo ciclo de eficiência e movimenta R$ 700 bilhões em 2026
Economia impulsiona nova fase da construção civil Setor projeta crescimento de 3,5% em 2026 e geração de mais de 200 mil empregos diretos;
A construção civil brasileira inicia um novo ciclo pautado por produtividade, integração de soluções e maior qualificação técnica ao longo da cadeia. O setor, que representa cerca de 6,5% do PIB nacional e emprega mais de 2,2 milhões de trabalhadores, projeta para 2026 um crescimento de 3,5% e a geração de mais de 200 mil novos postos de trabalho, segundo dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
O otimismo se reflete nos investimentos: somente no primeiro trimestre de 2026, o setor já captou R$ 15,4 bilhões em novos financiamentos habitacionais, alta de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Essas perspectivas estarão em pauta na FEICON – Feira Internacional da Construção Civil, que será realizada de 7 a 10 de abril, no São Paulo Expo, na capital paulista. https://www.feicon.com.br/pt-br.html
“Construir melhor com menos”
Vinícius Araújo, diretor sênior de Estratégia e Marketing Brasil da Saint-Gobain, destaca que o avanço do setor está ligado à modernização dos sistemas construtivos: “O futuro será definido pela capacidade de construir melhor com menos. O setor vai adotar mais sistemas leves, como Drywall e Steel Frame, e também tecnologias de alto desempenho para os químicos da construção, como resposta direta aos gargalos de mão de obra, prazos mais curtos e exigências crescentes de desempenho e sustentabilidade” , explica.
Eficiência operacional e custo-benefício
Marcel Serafim, diretor executivo de Bens de Consumo da Elgin, reforça a importância da eficiência para o novo momento:
“Enxergamos um futuro cada vez mais orientado à eficiência operacional, à integração de soluções e ao custo-benefício. A construção civil e o varejo de materiais devem avançar em tecnologias que facilitem a instalação, reduzam desperdícios e tragam mais segurança, automação e conforto para o usuário final” , ressalta.
Varejo mais técnico e integrado
Paulo Galina, gerente de marketing da Lorenzetti, aponta a profissionalização do comércio especializado como peça-chave:
“Enxergamos um cenário de crescimento gradual, com avanços importantes em eficiência, sustentabilidade e industrialização da construção. O panorama é de maior valorização de soluções que combinem tecnologia, durabilidade e design funcional. No varejo, o movimento é de profissionalização e integração entre canais, com papel mais estratégico na orientação do consumidor, que está mais exigente” , detalha.











